Vitamina E não é protector cardiovascular
atualizado em 25 Abril 2010
Apesar de estudos prévios sugerirem que a vitamina E possuía benefícios protectores para o
organismo, levando milhões de pessoas a ingerirem este suplemento, um estudo recente publicado no
Journal of the American Medical Association, que envolveu 40.000 mulheres com idade
superior a 45 anos, acompanhadas durante o período de 1992 a 2004, demonstrou que não existe evidência cientifica que justifique a ingestão
complementar de vitamina E, para prevenir as doenças cardiovasculares e o
cancro.
Este mesmo estudo que procurou ainda investigar a acção preventiva da toma diária de aspirina (100 mg) em mulheres aparentemente saudáveis, verificou uma redução do risco global de contrair um
Acidente Vascular Cerebral (
AVC) bem como a diminuição de sofrer um enfarte do
miocárdio em mulheres que tinham mais de 65 anos. Relativamente à
prevenção do cancro, nem a vitamina E nem a aspirina, mostraram algum benefício, embora alguns dados sugerissem que a aspirina poderia prevenir o cancro do
pulmão. De acordo com declarações da Dr Elizabeth Nabel, directora do National, Heart, Lung and Blood Institute, entidade que patrocinou esta investigação – “Actualmente o que podemos afirmar, apesar das opiniões contrárias anteriores, é que a vitamina E não previne o enfarte
agudo do miocárdio nem o AVC, e por isso, as mulheres devem focalizar a prevenção da
doença cardíaca, adoptando estilos de vida saudáveis, que já evidenciaram cientificamente a prevenção
cardiovascular”.