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A descoberta revela indícios de que a droga regula uma enzima dentro das células para prevenir coágulos sanguíneos. Baseado nos resultados, a expectativa é para o desenvolvimento de terapias que, no futuro, poderiam ajudar a prevenir ataques cardíacos e derrames.
“Como cientistas, estamos animados com a descoberta porque é fundamental uma nova abordagem para regular o que as enzimas fazem nas células”, disse o cientista Donald Maurice, da Ontario Heart and Stroke Foundation. “O facto de que também oferece um potencial novo uso para uma droga já largamente utilizada para outras aplicações é um valor inesperado”.
A enzima em questão é conhecida por regular a actividade das plaquetas, células necessárias para a coagulação sanguínea normal. Em pessoas que utilizam stents para manter o fluxo sanguíneo, porém, pode haver um problema de acúmulo de plaquetas que, nos casos mais graves, pode levar a um enfarto ou ao derrame.
Os especialistas explicam que as drogas como o parecem inibir a enzima PDE5. Porém, até então, não havia sido possível isolar esse efeito que ocorre dentro das células. Com a nova pesquisa e o entendimento da dinâmica das células, poderá ser possível usar selectivamente essa propriedade da droga para inibir a função das plaquetas e prevenir problemas cardiovasculares.
Fonte: Queen’s University Canada - Agosto de 2008.