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TV associada a obesidade infantil

Um estudo recente revelou que as crianças de três anos que vêem mais de oito horas de televisão por semana têm um maior risco de desenvolver obesidade. Ver televisão é um dos oito factores, que estão associados a um risco aumentado de excesso de peso entre as crianças.

Estes achados apoiam a teoria sobre a importância que os factores ambienciais encerram no desenvolvimento da obesidade numa fase precoce da vida. Um estudo realizado na Universidade de Glasgow e Bristol que envolveu 9000 crianças,  identificou oito factores de risco para a obesidade - peso à nascença, obesidade parental, mais de oito horas a ver televisão em crianças de três anos, duração curta de sono (menos que 10.5 horas por noite aos três anos), o comprimento medido aos 8 e 18 meses, um rapido aumento de peso no primeiro ano de vida, um rapido crescimento até aos dois anos de idade e um desenvolvimento precoce da gordura corporal nos anos pré-escolares. Os investigadores afirmaram que a forma como estes factores poderão aumentar o risco de obesidade é muito complexo. Por exemplo, a obesidade parental, pode aumentar o risco através dos genes ou pela experiência familiar na ingestão dos alimentos partilhada durante as refeições. Relativamente a ver televisão na idade dos três anos, poderá haver um efeito tanto pela falta de exercício como pela maior ingestão de comida. Os autores concluíram que muitas intervenções para prevenir a obesidade têm sido infrutíferas até agora, mas acrescentaram que: "intervenções futuras poderão focar em alterações ambientais ocorridas em períodos relativamente curtos na fase mais precoce da vida, procurando modificar factores durante a gravidez, na infância e na puberdade, que estão independentemente relacionados com o risco de obesidade tardia".

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