Síndroma da Morte Súbita do Lactente
O que é a síndroma da morte súbita do lactente?
Quais as características e o ambiente mais comum deste síndroma?
Quais são os factores de risco para este síndroma?
De que forma pode-se prevenir esta situação?
O que é a Síndroma da Morte Súbita do Lactente?Define-se esta síndroma como a morte súbita de uma criança com menos de 1 ano, que continua sem explicação após completa investigação, que inclui
autópsia, observação do local da morte e revisão da história clínica da criança.
Quais as características e o ambiente mais comum deste síndroma?É a causa mais importante de morte nas crianças entre o primeiro mês e o primeiro ano de vida, nos Estados Unidos da América. A maior ocorrência de casos ocorre em crianças com idade compreendida entre o primeiro e o quarto mês. Acontece mais frequentemente nos meses de inverno, em bebés do
sexo masculino, e em famílias desfavorecidas de raça negra.
Quais são os factores de risco para este síndroma?Foram já identificados alguns factores de risco para o síndroma da morte súbita do lactente:
• Mães jovens, com menos de 20 anos e cuidados pré-natais deficientes.
• Bebés prematuros ou de baixo peso
• Partilha da cama com os pais e irmãos. Estudos recentes demonstraram que a partilha da cama do bebé com a mãe altera os padrões de
sono de ambos. Outros estudos sugerem risco acidental por sufocação, em particular se a partilha de cama é feita com pais de grande massa corporal.
• História
familiar de síndroma de morte súbita do lactente
• Sobreaquecimento por uso excessivo de roupa e aquecimento do quarto, impedindo a normal
eliminação de calor
• Bebés que dormem de barriga para baixo. Actualmente pensa-se que se deve ao facto de nesta
posição o bebé eliminar menos calor através da zona do
abdómen, que é uma área importante neste processo. Outra explicação possível deve-se ao mecanismo de "rebreath", ou seja, a criança inspira o mesmo ar que expirou, rico em
dióxido de carbono e pobre em oxigénio. Uma criança com deficiência ou imaturidade dos mecanismos protectores, que permitem detectar a nível
cerebral uma diminuição do oxigénio, pode não acordar e assim não altera o seu padrão de
respiração ou frequência cardíaca para compensar a falta de
oxigenação.
• Exposição ao tabaco antes e após o
nascimento. A exposição de um bebé ao tabaco em casa duplica o risco de morte súbita e a sua exposição durante a gravidez, por mães fumadoras, aumenta esse risco três vezes.
• Infecções respiratórias que dificultam os mecanismos respiratórios e poderão constituir um risco se não devidamente compensados
De que forma pode-se prevenir esta situação?• Cuidados pré-natais, incluindo
dieta adequada, não consumir
álcool e drogas e frequentar as consultas de gravidez para prevenir a possibilidade de nascer um bebé
prematuro ou de baixo peso.
• Não fumar na gravidez e em casa
• Amamentar, se possível. Pensa-se que o leite materno dado o seu conteúdo em
anticorpos diminui o risco de infecções e problemas respiratórios, que são factores de risco para este síndroma.
• Deitar o bebé de costas na cama. Se for deitado de lado, certificar-se de que o
braço inferior fica para a frente para impedir que role. Algumas situações particulares aconselham que o bebé seja deitado de barriga para baixo, como
refluxo gastro-esofágico ou certas anomalias respiratórias. Nestes casos deverá ser esclarecido pelo
médico assistente da criança.
• Não vestir demasiado o bebé impedindo-o de eliminar naturalmente o calor em excesso
• Não tapar a cabeça dos bebés
• Usar colchões firmes, bem adaptados à cama (não colocar o bebé em colchões de
água) e evitar roupa de cama muito fofa e mole.
• Vigilância de
saúde adequada dos bebés e
vacinação.
Autor: Mário Santos