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Rubéola

O que é a rubéola?
Em que idade aparece geralmente a rubéola?
A rubéola é uma doença contagiosa?
Qual é o período de contágio da rubéola?
Ao fim de quanto tempo de contacto com um doente com rubéola aparece a doença, se houver contágio?
Em que altura do ano há mais casos de rubéola?
Quais são as manifestações da rubéola?
A rubéola é uma doença benigna?
Que complicações pode ter a rubéola?
Para diagnosticar a rubéola é habitual fazer análises?
Como se trata a rubéola?
Existe vacina contra a rubéola?

O que é a rubéola?
A rubéola é uma doença infecciosa aguda, causada por um vírus, o vírus da rubéola.

Em que idade aparece geralmente a rubéola?
A rubéola é uma doença própria da infância, atingindo habitualmente as crianças em idade escolar e os adolescentes, nos países onde não existe vacinação. Embora com menos frequência, pode afectar adultos não vacinados e que não tenham tido a doença na infância.

A rubéola é uma doença contagiosa?
Sim, a rubéola é uma doença contagiosa transmitindo-se por via inalatória através dos vírus presentes nas gotículas de saliva, ou por contacto com o doente que apresenta vírus nos vários líquidos orgânicos (urina, saliva, sangue, secreções do nariz e da garganta, etc.)

Qual é o período de contágio da rubéola?
A possibilidade de contágio da rubéola é de cerca de catorze dias, desde sete dias antes de aparecer a erupção na pele até sete dias depois do seu aparecimento.

Ao fim de quanto tempo de contacto com um doente com rubéola aparece a doença, se houver contágio?
O tempo ao fim do qual a doença se manifesta após o contacto com um doente com rubéola (período de incubação) varia de dez a vinte e um dias.

Em que altura do ano há mais casos de rubéola?
A rubéola é uma doença que pode aparecer em qualquer altura do ano. No entanto, nos países de clima temperado como Portugal, aparece com mais frequência no Inverno e na Primavera.

Quais são as manifestações da rubéola?
"A rubéola é uma doença que se manifesta em duas fases distintas, uma fase inicial, chamada fase prodrómica, que se caracteriza pelo aparecimento de sintomas inespecíficos como febre e mal estar, e uma fase chamada exantemática que se caracteriza pelo aparecimento de uma erupção na pele (o exantema da rubéola).

A fase prodrómica da rubéola dura dois ou três dias. A febre, que em geral não é elevada, dura um ou dois dias e o estado geral não é muito afectado; o diagnóstico não é ainda evidente, pois os sintomas presentes são comuns a muitas outras doenças. Nas crianças é frequente não existir esta primeira fase, começando a doença com o aparecimento da erupção.

O exantema da rubéola é uma erupção na pele constituída por pequenas manchas de cor rosada, pequenas como cabeças de alfinete, localizadas inicialmente na cabeça e no pescoço, que se espalham rapidamente pelo tronco e pelos membros, atingindo todo o corpo ao fim do primeiro dia. Esta erupção não causa comichão, não atinge as palmas das mãos nem as plantas dos pés e desaparece ao fim de dois ou três dias.

Além da erupção poderão surgir outros sintomas, como dor de garganta, rinorreia (ranho) e dores nas articulações. Estes sintomas são mais frequentes nos adultos que nas crianças.

Outro sinal que, associado à erupção, contribui para o diagnóstico de rubéola, é o aparecimento de adenopatias (gânglios inchados e dolorosos). Os gânglios podem aparecer alguns dias antes da doença se manifestar ou após o aparecimento da erupção na pele, e localizam-se preferencialmente no pescoço, atrás das orelhas e na nuca, e por vezes nas axilas e nas virilhas. O desaparecimento dos gânglios pode demorar desde alguns dias até algumas semanas.

Um quarto dos doentes com rubéola não apresentam a erupção típica e, como os sintomas gerais são ligeiros, a doença pode passar despercebida."

A rubéola é uma doença benigna?
"A rubéola é geralmente uma doença de evolução benigna, em particular quando afecta as crianças. As suas consequências mais graves relacionam-se com o aparecimento da doença na mulher grávida. Para prevenir estas consequências graves para o desenvolvimento do bébé, todas as mulheres devem estar vacinadas antes do início da vida sexual."

Que complicações pode ter a rubéola?
"As complicações mais graves da rubéola estão associadas ao aparecimento da doença durante a gravidez, especialmente nos primeiros três meses . Neste período em que se dá a formação dos órgãos do bebé, a infecção pelo vírus da rubéola pode causar malformações graves ou morte no útero.
Outras complicações como artrite (inflamação das articulações), encefalite (infecção do cérebro) ou púrpura trombocitopénica (alteração da coagulação do sangue por diminuição das plaquetas), são possíveis, embora extremamente raras nas crianças."

Para diagnosticar a rubéola é habitual fazer análises?
A coexistência de um quadro febril ligeiro, com a erupção típica e gânglios inflamados em vários locais do corpo é suficientemente sugestivo de rubéola para fazer o diagnóstico sem necessitar de exames laboratoriais. No entanto, a existência de outras doenças virais com sintomas parecidos com os da rubéola, obriga à realização de um exame de sangue sempre que for importante um diagnóstico de certeza, como acontece na mulher.

Como se trata a rubéola?
"Como acontece com muitas outras doenças virais não existe um tratamento específico para a rubéola, que é uma doença auto limitada, ou seja, que evolui espontaneamente para a cura ao fim de alguns dias. O tratamento tem apenas como objectivo o alívio dos sintomas presentes (controlo da febre se esta for elevada e alívio das dores articulares, se estão presentes). O paracetamol, que tem simultaneamente efeito sobre a febre e a dor, pode ser utilizado para esse fim."

Existe vacina contra a rubéola?
"Sim. A vacina contra a rubéola faz há vários anos parte do Plano Nacional de Vacinação, sendo por isso uma vacina gratuita. A sua administração deve ser feita aos quinze meses em conjunto com as vacinas do sarampo e da papeira (VASPR ou tríplice vírica).

O reforço desta vacina é feito entre os cinco e os seis anos de idade, com excepção para as crianças nascidas antes de 1993, que seguem o esquema vacinal anterior, fazendo o reforço da VASPR entre os onze e os treze anos de idade.
O principal objectivo da vacinação contra a rubéola é a prevenção da rubéola congénita, ou seja, da infecção que atinge o feto durante a gravidez.

As mulheres em idade fértil que não tiveram rubéola e que não se encontram vacinadas, podem e devem fazer a vacina antes de engravidar. Para isso, deve ser confirmado através de uma análise que não tiveram rubéola, e a mulher deve utilizar um método contraceptivo eficaz nos dois meses anteriores e nos dois meses posteriores à vacinação."

Autora: Dra Ana Ferrão 

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