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E o efeito é ainda pior entre aquelas que apresentam dependência, que está associada a problemas menstruais, disfunções sexuais e complicações na gravidez.
Avaliando dados de dois grupos de gémeos australianos – um nascido no período entre 1893 e 1964 (3634 mulheres e 1880 homens); e outro, entre 1964 e 1971 (3381 mulheres e 2,748 homens) – os pesquisadores descobriram que as alcoólatras tinham um atraso na reprodução. E não houve efeito significativo entre os homens.
“As jovens mulheres que bebem álcool podem querer considerar as consequências de longo-prazo para a fertilidade tardia”, destacou a pesquisadora Mary Waldron. “Se continuarem a consumir, ou tiver tendências para aumentar para níveis de problemáticos de dependência, a capacidade e/ou oportunidade de ter filhos será prejudicada”, acrescentou.
Os autores destacam que as descobertas são um alerta para as mulheres que já apresentam distúrbios reprodutivos, pois o uso de álcool poderia agravar o problema, além do risco de abuso e dependência.
Fonte: Alcoholism: Clinical & Experimental Research. 20 de Agosto de 2008.