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O que é uma pandemia
As fases de alerta de pandemia actualmente em vigor pela Organização Mundial de Saúde (OMS)
Após a pandemia
O que é uma pandemia
Uma pandemia é uma epidemia de uma doença infecciosa que se propaga a todos os habitantes de uma região ou continente até a escala global.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma pandemia pode começar a partir de três situações:
O aparecimento de uma nova doença à população.
O agente infecta os humanos, causando doença séria.
O agente espalha-se facilmente e sustentadamente entre os humanos.
Uma doença ou condição não pode ser considerada uma pandemia apenas por se poder difundir ou matar um número grande de pessoas; também deve ser contagiosa. Por exemplo, o cancro é responsável por um número grande de mortes, mas não é considerada uma pandemia porque a doença não é contagiosa (embora certas causas de alguns tipos de cancro possam ser).
As fases de alerta de pandemia actualmente em vigor pela Organização Mundial de Saúde (OMS)
Na revisão de 2009 das descrições das fases de pandemia, a OMS manteve a estrutura das seis fases para poder incorporar facilmente as novas recomendações e estratégias nos planos nacionais de preparação e acções existentes. O reagrupamento e a descrição das fases de pandemia foram revistos de forma a serem de fácil compreensão, mais precisas e baseadas em fenómenos observáveis.
As três primeiras fases descrevem a preparação, relativamente às actividades de desenvolvimento de meios de acção e de planificação das intervenções, enquanto as fases quatro a seis indicam claramente a necessidade de juntar esforços de resposta contra a pandemia e de atenuação dos seus efeitos. Por outro lado, os períodos que seguem a primeira vaga pandémica são explicados de forma a facilitar a reposição das actividades.
Fase 1 : na natureza, os vírus gripais circulam continuamente entre os animais, em particular nos pássaros. Teoricamente estes vírus podem evoluir para uma pandemia, mas nesta fase não há evolução do vírus de animal para o homem.
Fase 2 : há conhecimento de um vírus gripal que circula nos animais domésticos ou selvagens e pode provocar infecções no homem e estas são consideradas como uma potencial ameaça de pandemia.
Fase 3 : um vírus gripal entre animais ou entre homem e animal origina casos esporádicos de doença na população, mas a transmissão não é suficientemente eficiente para manter focos na comunidade. Uma transmissão limitada pode ser considerada no caso de uma ligação íntima entre uma pessoa infectada e uma pessoa desprotegida. Contudo esta limitação na transmissão não indica que o vírus passou ao nível de transmissibilidade necessária para provocar uma pandemia no homem.
Fase 4 : esta fase é caracterizada pela transmissão inter-humana de um vírus gripal de origem animal ou animal - homem capaz de provocar infecções a escala comunitária. A capacidade do vírus provocar infecções duradouras da doença na comunidade, é o principal sinal do risco de pandemia. Qualquer país que passe por tal situação, deve urgentemente consultar a OMS de modo que a situação possa ser resolvida conjuntamente e que o país possa decidir uma rápida operação para contenção da pandemia. A fase 4 indica um grande risco de pandemia mas não significa que ela seja inevitável.
Fase 5 : esta caracteriza-se por uma propagação do vírus em pelo menos dois países da OMS. Enquanto a maior parte dos países não são afectados, a declaração desta fase é um forte sinal da eminência de uma pandemia e resta pouco tempo para organizar, divulgar e implementar as medidas de atenuação.
Fase 6 : conhecida por fase pandémica, é caracterizada por infecções comunitárias em pelo menos um país numa outra região da OMS. A declaração desta fase indica que uma pandemia à escala mundial está em curso.
Após a pandemia
No período que se segue ao pico da epidemia, em países que tomaram as devidas precauções, a incidência da doença cai abaixo da observada durante o pico. Este período indica que a actividade da pandemia parece diminuir, mas há probabilidade de outras vagas de contágio e os países devem tomar medidas para uma segunda vaga. Em anteriores pandemias tem havido ondas de actividade espalhadas pelos meses. Uma vez que o nível de actividade da doença entra em queda, uma tarefa de comunicação é essencial para temperar este anúncio dada a possibilidade de uma outra onda. As ondas da pandemia podem ser espaçadas em vários meses e um sinal de uma imediata "libertação" seria prematuro.
No período pós pandemia, a actividade da gripe voltará aos níveis normalmente observados pela gripe sazonal. O vírus pandémico deverá comportar-se como um vírus da gripe A sazonal. Neste estado, é importante manter a vigilância e actualizar os planos de preparação e de consequente acção. É necessária uma fase intensa de reposição e de avaliação.
Fontes : Tradução informal de Current WHO phase of pandemic alert (Fases pandemicas actualmente em vigor) da OMS.