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O que é o DIU ?
Como funciona este método ?
Para que tipo de mulher está mais indicado o DIU?
Quais são as contra-indicações para a colocação do DIU?
Qual é a eficácia deste método ?
Quais as vantagens do DIU ?
E quais as desvantagens ?
O que é o DIU ?
É uma pequena vareta de plástico, normalmente em forma de "T", que se acomoda internamente ao útero quando tolerado e introduzido correctamente por um profissional de saúde. O dispositivo está enrolado por um linha de cobre e fixa numa extremidade, um fio que se prolonga através do colo do útero até à vagina, onde pode ser controlado pela mulher e médico. Os últimos modelos de DIU, são também constituídos por um reservatório de hormona (progesterona), que se liberta lentamente.
Como funciona este método ?
O funcionamento do DIU tem gerado controvérsia entre as comunidades cientifica e religiosa, devido ao mecanismo de acção deste método. Hoje em dia, pensa-se que o dispositivo age de diversas formas em conjunto, como resposta do organismo a um objecto estranho. Sabe-se que o DIU actua através da destruição dos espermatozóides pelos glóbulos brancos, que alteram também a estrutura do endométrio (revestimento interno do útero), de forma a impedir a implantação no útero de um eventual óvulo fecundado, evitando o começo de uma gravidez.
É a eventual acção sobre a fixação do ovo (óvulo fecundado pelo espermatozóide) que tem gerado polémica na sociedade, devido às diferentes concepções de gravidez. Enquanto a comunidade religiosa acredita que uma gestação se inicia na altura em que o espermatozóide e o óvulo se unem, a comunidade científica entende que uma gravidez só começa quando ocorre a implantação do ovo, no ambiente onde se irá desenvolver - o útero.
Para que tipo de mulher está mais indicado o DIU?
Este método está particularmente indicado para a mulher que já tenha tido filhos, que se esquece habitualmente de tomar a pílula, e que não apresente risco aumentado de contrair uma infecção vaginal. A jovem sem filhos ou que ainda pretende engravidar não deve usar este método. As menstruações das mulheres que pretendem colocar o DIU não devem ser dolorosas e abundantes, porque este método tende a agravar estas manifestações.
Quais são as contra-indicações para a colocação do DIU?
As contra-indicações indiscutíveis para a sua inserção, são:
· Gravidez
· Doença inflamatória pélvica activa ou recorrente
· Suspeita de cancro uterino
· Hemorragia vaginal não esclarecida
· Anomalia da cavidade uterina
· Doentes imunodeprimidos
· Alergia ao cobre
· Doença de wilson (doença do fígado relacionada com o cobre)
As contra-indicações relativas (que terão de ser ponderadas), são:
· Gravidez ectópica anterior
· Períodos muito intensos
· Anemia
· Um episódio de doença inflamatória pélvica
· Corrimentos vaginais
· Fibromas uterinos
· Nulíparas (mulheres que nunca tiveram filhos)
· Doença das válvulas cardíacas
· Medicação com corticosteróides
Qual é a eficácia deste método ?
O DIU é um dos métodos contraceptivos mais eficazes, com uma taxa de falência inferior a 1%, quando colocado correctamente e permanece no lugar. Esta eficácia aumenta com a idade. Mulheres com mais de 30 anos têm menos probabilidade de insucesso.
Quais as vantagens do DIU ?
Para além da sua grande eficácia, o DIU é um método que não interfere com a relação sexual, nem requer da parte da mulher qualquer tipo de acção reguladora (como acontece com a pílula), para além da avaliação médica anual e verificação espaçada dos fios do DIU no fundo da vagina.
E quais as desvantagens ?
O DIU pode trazer alguns problemas na sua colocação, como seja a perfuração do útero (raro). Tal como a pílula, este método não protege o casal do contágio de doenças sexualmente transmissíveis, e pode ser um meio de contaminação para a infecção das trompas (salpingite ou doença inflamatória pélvica), que podem levar à infertilidade.
Outros problemas que podem surgir com o dispositivo:
* Períodos mais intensos e/ou prolongados e/ou dolorosos
* Pequeno aumento do risco de gravidez ectópica
* O DIU pode deslocar-se ou mesmo ser expulso por contracções uterinas (isto é mais frequente na altura da inserção).
Autor: Dr. Mário Santos