Descoberto genes responsáveis pelo Síndrome da Fadiga Crónica
atualizado em 25 Abril 2010
Cientistas britânicos acreditam ter identificado marcadores biológicos relacionados com o
Síndrome da
Fadiga Crónica (SFC), o que poderá levar ao desenvolvimento de exames complementares que ajudem os médicos a diagnosticar a
doença, e à descoberta de novos medicamentos para o seu
tratamento.
Os investigadores encontraram alterações da forma como alguns genes eram expressos nos glóbulos brancos de indivíduos com o SFC, e relacionaram estas modificações, com a acção do
vírus Epstein-Barr que para além de causar a
Mononucleose Infecciosa, poderá desenvolver a SFC. Os cientistas estudaram a
expressão dos genes dos glóbulos brancos de 25 pessoas saudáveis e compararam com o mesmo número de indivíduos que sofriam de SFC, e encontraram diferenças no comportamento de 35 dos 9.522 genes analisados. Após a aplicação de testes mais específicos, os autores do estudo verificaram que 15 dos genes eram quatro vezes mais activos em pessoas com o SFC, enquanto apenas um
gene era menos activo. Segundo o Dr Russell Lane, um neurologista – “Estes interessantes trabalhos demonstram que esta doença complexa (SFC) poderá vir a ser cientificamente entendida em termos moleculares, e que o resultado destas pesquisas mostra que não é um somatório de várias patologias”. A perspectiva futura de os clínicos possuírem um exame
complementar que os ajude no
diagnóstico é também bastante animadora para a comunidade médica, dado que actualmente muitas pessoas que sofrem de SFC demoram um ano para saberem que sofrem desta doença pouco conhecida. As pessoas que sofrem do SFC, queixam-se habitualmente de cansaço intenso, para além de falta de forças,
dor de cabeça e alterações do
sono.