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Contracepção de Emergência

O que é a contracepção de emergência?
Como funcionam as pílulas contraceptivas de emergência?
Quando se podem utilizar as pílulas contraceptivas de emergência?
Qual a eficácia das pílulas contraceptivas de emergência?
As pílulas contraceptivas de emergência são seguras?
E provocam efeitos secundários?
O que se deve fazer depois de tomar as pílulas?
Se estas pílulas não funcionarem a gravidez será normal?

O que é a contracepção de emergência?

É um método que permite prevenir uma gravidez quando se teve uma relação sexual sem utilizar contraceptivo ou se esse contraceptivo não funcionou bem (ruptura do preservativo, por exemplo).
O método utilizado com maior frequência é a pílula contraceptiva de emergência. Em certos casos, pode também ser utilizado o dispositivo intra-uterino de cobre. O profissional de saúde poderá ajudar a escolher o método mais conveniente para cada caso.

Como funcionam as pílulas contraceptivas de emergência?
Dependendo do tipo de pílula e do momento do ciclo menstrual, as pílulas contraceptivas de emergência têm as seguintes funções: interromper a libertação do óvulo; impedir a fecundação do óvulo; e evitar, quando fecundado o óvulo, que este se fixe ao útero. A partir do momento em que o óvulo se fixa no útero, as pílulas contraceptivas de emergência já não têm qualquer efeito

Quando se podem utilizar as pílulas contraceptivas de emergência?
A primeira dose das pílulas contraceptivas de emergência deve ser tomada no prazo de 72 horas (três dias) após uma relação sexual não protegida. Uma segunda dose deve ser tomada doze horas depois da primeira.

Qual a eficácia das pílulas contraceptivas de emergência?
Resultam em cerca de 75 a 85% dos casos, desde que tomadas correctamente. Se uma mulher utilizar frequentes vezes pílulas contraceptivas de emergência, o risco de ficar grávida é muito maior do que se utilizar contraceptivos vulgares. As pílulas contraceptivas de emergência não são, pois, um substituto dos contraceptivos vulgares.
Os contraceptivos de emergência não devem ser utilizados de forma sistemática para prevenir uma gravidez. Os contraceptivos vulgares (preservativos, pílulas, contraceptivos injectáveis, dispositivos intra-uterinos, esterilização, etç) são mais eficazes e provocam menos efeitos secundários.

As pílulas contraceptivas de emergência são seguras?
A maior parte das mulheres pode utilizar as pílulas contraceptivas de emergência sem risco significativo. Lembre-se que as pílulas não protegem contra a SIDA nem contra outras doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis, blenorragia, infecções por clamídia e herpes.

E provocam efeitos secundários?
Provocam muitas vezes efeitos secundários temporários, tais como náuseas e vómitos. Por vezes, podem dar origem a dor de cabeça, vertigens, cãibras ou dor nos seios. Estes efeitos secundários, duma maneira geral, não têm uma duração superior a 24 horas. Se vomitar até duas horas após a ingestão de uma das doses, deverá repetir essa dose o mais rapidamente possível. Se vomitar mais de duas horas após a ingestão de uma das doses, não se preocupe. O medicamento já está a actuar.

O que se deve fazer depois de tomar as pílulas?
Não há nada que indique imediatamente e as pílulas contraceptivas de emergência foram ou não eficazes. A menstruação deve aparecer na altura normal (ou alguns dias mais cedo ou mais tarde). No caso de se atrasar mais de uma semana é conveniente consultar o médico.

Se estas pílulas não funcionarem a gravidez será normal?
De acordo com os estudos disponíveis, não qualquer razão para pensar que a gravidez será anormal ou que o feto será afectado de alguma maneira. Se teve relações sexuais não protegidas depois de ter utilizado as pílulas contraceptivas de emergência, estas não lhe darão qualquer protecção. De seguida, deverá utilizar um método contraceptivo normal, se quiser prevenir uma gravidez.

Autoria: UCS, Cuidados Integrados de Saúde, S.A.

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