Chlamydia trachomatis - Como se diagnostica a infecção por Chlamydia?
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Como se diagnostica a infecção por Chlamydia? "O
diagnóstico da infecção por Chlamydia faz-se pela observação directa da Chlamydia em análises das secreções presentes nos locais infectados ou através da pesquisa indirecta da Chlamydia em análises de sangue (testes serológicos).
Como a infecção por Chlamydia é com frequência assintomática os testes serológicos devem ser realizados periodicamente nas situações em que o risco de contrair a doença é maior (parceiros sexuais múltiplos, comportamentos sexuais de risco).
Na mulher com vida sexual activa, um exame ginecológico anual com realização de
colpocitologia (análise de células colhidas no colo do útero e
vagina) contribui para o diagnóstico de infecções não sintomáticas do colo do útero."
Quais são as complicações possíveis da infecção por Chlamydia? "A infecção por Chlamydia pode afectar os órgãos sexuais internos da mulher, sendo uma causa frequente de
esterilidade por inflamação das trompas. Aumenta também o risco de gravidez ectópica (gravidez em que o desenvolvimento do
embrião se faz fora do útero) e do parto
prematuro.
As infecções crónicas do colo do útero (cervicites crónicas) não tratadas predispõem ao aparecimento de
cancro do colo do útero. Outra
complicação possível é a infecção ocular (
conjuntivite)."
Qual é o tratamento da infecção por Chlamydia? "Como a Chlamydia é uma bactéria sensível a alguns
antibióticos, pelo que o tratamento se faz administrando um antibiótico adequado durante um período de sete a dez dias.
Devido à elevada contagiosidade desta infecção deve propor-se também tratamento aos parceiros sexuais das pessoas infectadas."
Qual a melhor forma de prevenção da infecção por Chlamydia? "Como para todas as doenças sexualmente transmissíveis a única forma de prevenção é a adopção de comportamentos sexuais seguros, evitando as relações sexuais com parceiros múltiplos e cujo passado sexual se desconhece, e usando sempre o
preservativo quando se pratica sexo, em particular se não se trata de uma relação sexual estável.
A identificação e tratamento dos parceiros sexuais das pessoas infectadas, sempre que possível, contribui para reduzir a disseminação da doença. Como as infecções silenciosas são frequentes tanto no homem como na mulher, devem ser propostos testes periódicos de rastreio às pessoas consideradas de maior risco (com parceiros sexuais múltiplos e prática de sexo não protegido), com o objectivo de evitar a propagação da doença."
Autora: Dra Ana Ferrão
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