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Alergénios Ambiente Exterior

Pólens
Fungos
Medidas de Evicção

Os pólens e fungos são os alergénios mais importantes do ambiente exterior que induzem sintomas de doença alérgica.
As condições atmosféricas são determinantes para a maior agressividade destes agentes, particularmente para os pólens. Os períodos de chuva reduzem drasticamente o número e concentração no ar ambiente. Pelo contrário, o vento, a temperaturaelevada e o tempo seco constituem as condições que determinam maior severidade de sintomas.
As condições geográficas resultantes da flora própria da região, condições de maior interioridade e a poluição urbana permitem uma significativa expressão destes alergénios na população sensibilizada ou susceptível.

Pólens
Embora a concentração polínica no ar atmosférico dependa do ciclo de poIinização específico para cada espécie e das condições geográficas e atmosféricas em cada ano, as contagensde pólens em Portugal estão presentes durante todo o ano. Porém,são os meses de fevereiro a Outubro os que apresentam maiores concentrações totais de pólens, com picos de Maio aJunho. Nos meses de Inverno, observam-se contagens mais modestas e dependentes, basicamente de polinização das árvores.
O pólen de ervas, árvores e arbustos são habitualmente os mãis importantes como indutores de sintomas alérgicos.
O pólen de plantas com flores muito coloridas, como por exemplo as rosas, raramente estão implicados, já que são pólens de grandes dimensões e peso relativo que impedem a sua dispersão aérea. É muitas vezes o seu odor demasiado activo que determina sintomas que, por vezes, são interpretados como alergia.

Em Portugal os pólens mais representativos e implicados em doenças alérgicas são basicamente:
Gramíneas: Conhecidas também por fenos, sãoconstituídas por muitas espécies. Estão profusamente distribuídas em todo o território nacional, nas áreas rurais e urbanas. A polínização ocorre, habitualmente, nos meses de Março a Julho
Parietaria: Erva muitas vezes conhecida por alfavaca-da-cobra, presente em muros, paredes e áreas urbanas antigas. Polinização habitual nos meses de Fevereiro e Junho e um segundo pico em Setembro e Outubro
Artemisia: Erva da família das Compositae, mais prevalente em áreas do interior do país, período de polinização de Abril a Setembro
Plantago: Erva conhecida por tanchagem ou de ovelha muito frequente em áreas onde predominam as gramíneas/fenos, com o mesmo período de polinização
Chaenopodium: Erva conhecida pelo nome de -de-ganso, mais prevalente em áreas rurais e de interior, com polinização de Junho a Outubro
Rumex: A labaça é um arbusto frequente em áreas rurais com polonização de Abril a Junho
Olea: A oliveira está largamente distribuída em Portugal, é, também o pólen de árvore mais importante na indução de sintomas alérgicos. A polinização ocorre nos meses de Maio e Julho
Pinus: O pinheiro tem uma polinização preferencial de Março a Maio
Platanus: O plátano muito frequente em áreas urbanas e com polonização de Março a Maio
Betula: A bétula ou vidoeira, também muito frequente em ambientes citadinos, tem polinização preferenvial em Abril e Maio
Cupressus: O cipreste com polinização em Novembro e Dezembro
Fagaceae: O castanheiro e carvalho com polinização de abril a julho
Leguminosae: As acácias são algumas espécies mais frequentes, particularmente em áreas rurais, com polinização de Fevereiro a Maio
Salix: O salgueiro é uma das espécies mais representativas, com polinização de Fevereiro a Abril

Fungos
Os fungos são outros dos alergénicos frequentes no ambiente exterior. A sensibilização é substancialmente menor em relação aos pólens. As condições atmosféricas interferem, também, na ecologia destes agentes, promovendo concentrações distintas ao longo do ano
Os fungos mais importantes responsáveis por alergia no homem são a Alternaria,Cladosporium, Aspergilluse algumas espécies de Penicillium.
Os meses de Junho a Outubro são os períodos que apresentam maiores concentrações de fungos no ar ambiente.

Medidas de Evicção
Não é possível uma completa evicção dos alergénios do meio exterior, sob pena de uma restrição drástica do quotidiano diário, confinado ao interior da habitação que deveria, ela própria, estar fechada e não arejada.
No entanto, algumas medidas parecem permitir alguma protecção ou minimização de sintomas:
· conhecer os boletins de polinização
· evitar áreas de elevada polinização
· minimizar a actividade em ambiente exterior de manhã muito cedo quando se observa uma maior libertação de pólens
· manter-se dentro de casa e manter porta e janelas fechadas quando as contagens de pólens forem elevadas ou em dias de vento forte, quentes e secos
· usar filtros de particulas de grande eficácia nos carros e viajar com as janelas fechadas
· usar óculos escuros fora de casa
· evitar praticar desportos ao ar-livre, campismo, caça ou pesca em períodos de grande concentração de pólens
· evitar caminhar em grandes espaços relvados ou cortar relva
· motociclistas deverão usar capacete integral

Autor: Dr. Celso Pereira

Apoio Institucional:
Responsabilidade e apoio científico da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica
spaic@spaic.pt
www.spaic.pt

 

 

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