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A desmistificação do ponto G

O famoso ponto G continua a excitar a imaginação dos cientistas que estão constantemente a procurá-lo. O mais recente estudo datado é a de um italiano da equipa da Universidade de L'Aquila na Itália. Eles descobriram que o tecido entre a uretra e a vagina era mais grossa nas mulheres que têm orgasmos vaginais, que entre aquelas que não tem.

O estudo comparou nove mulheres que alegava ter orgasmos vaginais (sem estimulação clitoriana), e 11, que alegaram não ter. Após pesquisar sem sucesso os marcadores químicos capazes de diferenciar essas mulheres, a equipa italiana utilizou a ecografia ao pormenor no interior da vagina em busca do famoso ponto G. Resultado: eles encontraram uma espessura nesta área, nas mulheres com orgasmos vaginais. 

O principal autor deste estudo, Emmanuele Jannini concluiu que as mulheres sem a espessura da parede vaginal não tiveram orgasmos vaginais ... mas poderão ter sempre orgasmos clitorianos. Este estima que uma simples ecografia pode saber quem faz parte das felizes eleitas.

Mas os resultados deste estudo são mais uma hipótese entre outras. Para alguns, esta particularidade física pode ter ligação com o clítoris. Outros argumentam que o ponto G pode existir em mulheres sem orgasmo vaginal.

Fonte: New Scientist 20 de Fevereiro de 2008

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